BLOGUEIO, LOGO EXISTO.


É apenas mais um entre milhões de BLOGS não divulgados, destinados aos insones, viajantes (no bom sentido) e loucos

ASSUNTOS: Quaisquer. De sérios a engraçados. Crônicas, contos, charges, cartuns, HQ, foto-montagens, declarações de presidentes, ministros, artistas, enfim, qualquer coisa hilária, séria ou pseudo séria.

PERIODICIDADE: Semanal, talvez. Diário, vai ser difícil!

CONTRIBUIÇÕES: Claro! Se o infeliz insone cair por aqui...


MÚSICA DE FUNDO: INSÔNIA, lógico! Composta aqui mesmo no micro enquanto criava o blog. Quando eu souber como inserir o botão de desligar, juro que o faço.


OBS: Esse blog foi escrito com a resolução do monitor em 1024x768.


TEMA DE HOJE


[ Sábado, Outubro 22, 2005 ]

 

Chumbinho X Decibéis






Não levo o menor jeito para contador de causos, entretanto a pedido de minha amiga Seaprincess, vou relatar um desses acontecidos que mais parece piada do que um causo verídico. Ademais, trata-se de uma continuação (mais uma ! ) do tema sobre o referendo do desarmamento, porquanto acontecendo a vitória do sim (vade retro! ), esse causo só poderá ser repassado na clandestinidade.

Todos sabemos da lei do silêncio ( uma das tais que não pegam, e oxalá a do sim também não pegue, em caso da nossa derrota) prevê um nível de aproximadamente 70 dB em campo aberto e 50 dB em recinto fechado, isso em valores aproximados. Existe até uma tabela informando sobre os possíves prejuízos quando da exposição a fontes sonoras de grande potência, a saber:

55 db distúrbios do sono
70 db limite do considerado seguro e distúrbios no aprendizado
75 db irritação e desconforto
80 db aumento dos batimentos cardíacos e descarga de adrenalina no organismo e hipertensão
90 db danos ao sistema auditivo
110 db danos permanentes à audição
140 db limite da audição

Pois bem, estava eu no sacrossanto recesso do meu lar, no terraço (um puxadim tipo balcão), numa sexta à noite, quando um cidadão estaciona seu carro em frente à minha porta, e resolve abrir a mala do carro (não era uma mala e sim um container) a fim de mostrar para a pretendida namorada o seu potente som (acho que de potente só tinha mesmo o som, porque ela não se ligou muito nele). Era um amplificador Keenwood de 5.000 W pmpo com suas quatro bocas de 15", dois drivers médio tipo corneta e 08 tweeters selenium de 1000 w cada um. Como deu pra ver tudo isso? Estava escrito em letras garrafais a neon com fundo preto e cones dos falantes exageradamente brancos concêntrico a um protetor de bobina vermelhão. Um autêntico alvo (ops, contei o fim da estória. Eu disse que não era bom contador de causo).

Acontece que o cidadão não se contenta em mostrar a super aparelhagem e resolve ligar o bruto justo com um cd de axé a quase todo o volume:

- ...e vai descendo, e vai descendo, e vai descendo.....
- ... e vai subindo, e vai subindo, e vai subindo, mainha....

Depois de quinze minutos subindo e descendo, não aguentei. Ora, eu trabalho também com eletrônica e por acaso tenho um medidor de intensidade sonora no meu carro. Peguei o dito cujo e medi com seu microfone um ruido de mais de 75 dB dentro de casa. Fui falar com o cidadão, medindo nas proximidades do seu carro a marca de aproximadamente 100 dB.

Tentei explicar-lhe, depois de elogiar o equipamento de ponta, que aquilo não era direito, e que eu estava com minha mãe idosa adoentada, etc., etc.
Mas o rapaz, do alto dos seus metro e oitenta, no vigor dos vinte e poucos anos e malhado, apenas me falou:

- Toma um remédio pra dormir meu tio, e vai deitar. Com esse microfone o sr. sabe o que fazer.

Aí me ofendeu mais que o axé. Pegou pesado! Pensei em usar as minhas prerrogativas de funcionário público e ligar para os colegas virem prender o equipamento, carro e tudo. Mas não seria legal, pois se tratava de vingança, até porque ele poderia desligar o aparelho e voltar mais tarde, altas horas. Então um pensamento sinistro me ocorreu.

Peguei minha espingarda de chumbinho, dessas de tiro ao alvo nas feiras, fui para meu micro terraço e, aproveitando que a luz estava desligada, comecei a atirar na direção de um daqueles enormes alvos-falantes de boca vermelha e branca. Nem precisava fazer pontaria, em quinze polegadas era uma barbada. Não mais que dez minutos, depois de uma sequência de um tiro por minuto, um estrondo se ouviu até no bairro vizinho. Era o potente amplificador despejando seus cinco mil watts em um alto falante com seu cone em frangalhos. E quanto mais demorava de desligar, mais o estrago aumentava. Imaginem aí o filme Terremoto em surround-sound misturado com uma cobertura de hipermercado se rasgando no meio....

Foi um santo remédio. O cara, depois de chutar o carro e gritar que tinha dado 25 mil reais por aquela porcaria, deligou o som, fechou o container e saiu cantando pneu. Nem se despediu da ex-futura amada.

Então, quando um colega me perguntou se sabia de um remédio para dormir sob uma intensa zoada, eu de imediato:

- Chumbinho !



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Orlando & DigoLenon&Ronaldo[6:44 PM] orlandofonseca_@hotmail.com


TEMA DE HOJE


[ Quarta-feira, Outubro 12, 2005 ]

 

Arma-te Sézamo !






Não gosto de continuar tema de post passado porém, com relação a esse, não pude deixar de comentar algo mais, por que vivi uma experiência na questão de se proteger através de arma. E por outro lado, como os leitores antigos já abandonaram seus respectivos blogs e não fiz novos convites, quase niguém verá esses escritos, o que me deixa mais à vontade para comentar, para mim, ela, a madrugada, e os viajantes de passagem por aqui.

É engraçado toda essa celeuma em torno do referendum, provando mais uma vez que a máquina governamental faz o que quer e passa por cima de qualquer opinião com um rolo compressor. O governo nem sempre esteve certo, e mesmo quando eu era militar, não dizia amém a toda posição tomada por ele, e foi esse um dos motivos que me fez desistir da farda.

Mas afinal, pra que serve esse tal de referendo? A lei proibindo o porte de arma já existe de há muito. Portar a arma é crime, entretanto transportar e mantê-las em local seguro não é. Quem não obedece são os criminosos (esses não obedecem lei nenhuma), as pessoas que se sentem ameaçadas por ter alguma posse ou prejudicadas fisicamente, e aqueles que querem defender seu patrimônio quer seja grande ou pequeno e o direito de viver no seu lar em paz.

Eu, em uma de minhas muitas histórias de vida, me safei por tres vezes de elementos perigosos (dois assaltantes e um grupo de desordeiros) porque estava armado, e empunhei a dita cuja, e puxei o gatilho, e atirei para o chão, assustando os meliantes. Mas poderia não estar contando essa história hoje, porque na primeira situação, eu fui cercado por tres malhados marginais em fim de festa, querendo tomar meus pertences e me trucidar. Eu, prejudicado verticalmente, estava com uma cagona (garrucha antiga tipo dois tiro e uma carreira) e a usei atirando para baixo assustando os valentes lutadores.

Na segunda ocasião, detectei um ladrão dentro da minha garagem, tentando roubar o carro. Porém esse portava uma faca tipo peixeira, com a qual tentava destravar a porta do fusquinha 63. Não saí, com receio de que houvessem outros ladrões, e então gritei, ameaçando atirar. Ele não acreditou e veio na direção de onde saia a voz. Ato contínuo, mandei bala para o chão. O ladrão atleta pulou o muro de mais de 2 m. de altura sem tocar no mesmo.

Já na terceira vez, outra casa, outro ladrão, dessa vez no quintal, foi visto tentando roubar minha moto. Só que eu não tinha mais arma de respeito, e sim uma passarinheira de cartucho que não funcionava há tempos. E sem cartucho. Então tive que usar a psicologia e, aproveitando que ele estava abaixado do lado de fora sob a janela do meu quarto, falei baixinho para alguém ir buscar a arma (a tal espingarda).

- Pega a arma lá no armário. (sussurando)
- Qual arma ?
- O rifle. Tô vendo a cabeça dele aqui abaixado. Vou pipocar ela. Toma a chave e não faça barulho. (ruído de chaves)
- Toma, não atira na cabeça não ! Atira nas pernas e agente chama a polícia amanhã. (ruído de pessoa arfando)
- Não, vou atirar na cabeça pra não perder o couro. (click de armar a passarinheira)

Não deu outra, o ladrão saiu em disparada, esquecendo até as sandálias havaianas.

Não é nada, não é nada, mas é um testemunho de quem vai votar não. E não é só por esses fatos acontecidos comigo, mas também porque se o sim ganhar (eu disse SE! ), os políticos e governantes que lançaram esse absurdo refendo, CONTINUARÃO protegidos com seus carros blindados, seus seguranças e suas ARMAS ! E porque as estatísticas do programa do sim são todas furadas. E porque os bandidos não irão saber se eu estou ou não armado. E porque prefiro morrer tentando sobreviver do que me entregar como uma pato de tiro-ao-alvo. E porque os milhões de judeus que foram vítimas do nazismo, tinham sido desarmados previamente. Assim como na antiga Rússia. E no Iraque.

Não bastaria uma medida provisória, que geralmente vira lei, transformando o uso de arma em contravenção, sem todo esse alarde? E como o governo não liga para contraventores, que o diga os donos de banca de bicho, de cassino, de bingo e das rinhas de galo.... Ah, por falar em contravenção e rinha, me lembrei agora do motivo de toda essa balbúdia !!!

DUDA "GALO" MENDONÇA E SEUS VALÉRIODUTOS INTERNACIONAIS ! Os grandes marqueteiros e beneficiados por toda essa bilionária campanha. Sem falar, é claro, dos quarenta ladrões. Porque sobre o Ali-Babá, ainda pairam algumas dúvidas (espero).



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Orlando & DigoLenon&Ronaldo[1:26 PM] orlandofonseca_@hotmail.com


TEMA DE HOJE


[ Quinta-feira, Outubro 06, 2005 ]

 

Srs. ladrões, assaltantes e filiados:






Meu voto é não!
(Só aqui entre nós, porque se essa informação vazar, eu nego! Vamos ver em quem os "home" vai acreditar.)


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Orlando & DigoLenon&Ronaldo[10:12 PM] orlandofonseca_@hotmail.com