BLOGUEIO, LOGO EXISTO.


É apenas mais um entre milhões de BLOGS não divulgados, destinados aos insones, viajantes (no bom sentido) e loucos

ASSUNTOS: Quaisquer. De sérios a engraçados. Crônicas, contos, charges, cartuns, HQ, foto-montagens, declarações de presidentes, ministros, artistas, enfim, qualquer coisa hilária, séria ou pseudo séria.

PERIODICIDADE: Semanal, talvez. Diário, vai ser difícil!

CONTRIBUIÇÕES: Claro! Se o infeliz insone cair por aqui...


MÚSICA DE FUNDO: INSÔNIA, lógico! Composta aqui mesmo no micro enquanto criava o blog. Quando eu souber como inserir o botão de desligar, juro que o faço.


OBS: Esse blog foi escrito com a resolução do monitor em 1024x768.


TEMA DE HOJE


[ Domingo, Junho 11, 2006 ]

 

O 11 DE JUNHO.






(Ronaldo Cavalcante)

O 11 DE JUNHO

Eu acho o 11 de junho uma das datas mais importantes do calendário militar. Essa importância não se prende apenas ao fato de ser essa a data aquela em que se comemora a valorosa vitória do Almirante Barroso e sua fantástica esquadra, que derrotou a temível Marinha Paraguaia na memorável Batalha de Riachuelo em 1865, ao longo do rio Paraná, próximo à cidade de Corrientes (conquistada em 25 de maio) em território argentino. Há de se considerar dois importantes aspectos: coragem e uso de conhecimentos do passado.

No que se refere à coragem, independente das injustas difamações diplomáticas dos Washburn e Mac-Mahon da vida (desmascarados posteriormente em função de corrupção) a vitória em Riachuelo foi sim um ato de enorme coragem e determinação do Almirante Barroso.

Ora, com apenas duas Divisões Navais e o poder de mobilidade diminuído, pois os navios brasileiros eram de grande calado (impróprios para navegação fluvial), propôs-se a bloquear o rio para evitar a passagem da esquadra paraguaia. Esta era composta inicialmente de oito navios canhoneiros (inclusive o brasileiro Marques de Olinda aprisionado) rebocando mais seis chatas, com baterias de canhões cada uma, e a favor da correnteza, o que lhe dava maior velocidade.

Ou seja, eram 14 embarcações em alta velocidade, contra apenas 9 (Amazonas, Jequitinhonha, Parnaíba, Belmonte, Mearim, Beberibe, Iguatemi, Ipiranga e Araguari). Também foram surpreendidos sem mais da metade da tripulação, que estava em terra recolhendo lenha. Não daria mesmo para bloquear. Perdeu o Parnaíba na primeira investida dos navios paraguaio, que passou como faca quente em Manteiga por nossa esquadra e seguiu viagem tranqüilamente rumo a foz, para outras invasões.

Para certos comandantes, era mais uma batalha perdida. Mas para o Almirante Barroso não. Sua coragem fez com que se lançasse, mesmo com inferioridade numérica, em perseguição aos paraguaios (descendo o rio) cujo comandante bem o conhecia e o esperou no estreito de Riachuelo, o que obrigava aos navios brasileiros passarem rentes aos canhões posicionados nas margens. Aí é que foi o desastre total. O Belmonte foi atingido em cheio e o Jequitinhonha encalhou prejudicando toda a formação brasileira e criando a maior confusão para o restante da esquadra. Mas tarde seria a vez do Parnaíba ficar fora de combate, onde morreu heroicamente o famoso Marcílio Dias.

Agora restavam apenas quatro navios brasileiros totalmente envolvidos por mais de dez paraguaios, e apenas a fragata Amazonas, comandada pelo Almirante Barroso, estava rio acima cobrindo a retaguarda para impedir a fuga do inimigo. Mais uma vez a coragem desse intrépido comandante se fez presente e, depois de içar a mensagem ¿O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever¿, lançou-se sozinho contra toda a esquadra paraguaia, reduzindo-a, junto com seus comandados a apenas quatro navios que bateram em retirada.

Já no tocante a utilização de conhecimento do passado temos a considerar que os erros e acertos do passado servem para nortear o presente em qualquer setor da vida. Em caso de batalhas, muitas das modernas guerras têm como base estratégias anteriores, entretanto não são divulgadas a largo, talvez por vergonha. No caso civil do profissionalismo, evita-se usar o velho como fonte de experiência e portanto muito se perde de conhecimento ainda palpitante. É dito a ele que a partir dos sessenta não é mais possível produzir e o aposentam à força aos setenta. Esperemos que a nova lei dos setenta e cinco venha para ficar.

Mas voltando ao herói de Riachuelo, sua estratégia foi inspirada na antiga vitória do grego Temístocles na batalha de Salamina. O Almirante Barroso simplesmente jogou seu navio diretamente de proa sobre cada uma das embarcações inimigas, conseguindo colocar a pique nada menos que quatro deles, incluindo o brasileiro Marques de Olinda. Os outros foram combatidos pelo que restou da esquadra brasileira, também tomada de surpresa pelo exemplo de coragem, e a batalha foi vencida com a fuga dos quatros navios paraguaios restantes.

Daí então a grande importância dessa vitória em Riachuelo, principalmente para nós que nunca tivemos membrana entre os dedos dos pés (os nossos pés eram super rijos devidos as incessantes marchas) nem pés cor-de-burro-quando-foge (o nosso era preto reluzente e ameaçador ¿ mas quem sou eu para falar de gosto por determinada cor, um simples ex-combatente da revolução anti-comunista...).

Ademais um ¿pé-preto¿ (como carinhosamente nos denominam os co-irmãos de Forças), nosso Patrono, é quem estava no Comando geral dessa e de outras batalhas.





Faça seu comentário>>>



Orlando & DigoLenon&Ronaldo[11:15 PM] orlandofonseca_@hotmail.com